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Marli Fabro

Marli Fabro

Outubro Rosa, relato de vida com Marli Fabro

Quando chega o mês de outubro podemos observar a campanha com laços rosa espalhada pelas redes sociais do mundo inteiro. O mês – OUTUBRO ROSA – representa o mês adotado, mundialmente, para a conscientização e controle do câncer da mama. 

No qual a Saúde Pública, ONGS e Entidades se unem para defender o tratamento preventivo contra o Câncer de Mama, habitualmente e estatisticamente em maior números atingidos em mulheres.

A finalidade é estimular a participação da população e alertar ao toque preventivo. Portanto, a conscientização da população é de suma importância quanto ao diagnóstico preventivo e precoce do câncer da mama.  

Com isso, inúmeros esforços estão voltados para o tratamento (meios de cura) e o apoio (psicologicamente também). 

Convidamos a consultora de negócios e prestadora de serviços aos ítalos-brasileiros, Marli Fabro, que nos conta um breve relato dessa experiência de vida, que jamais será esquecida. 

Porém, para a alegria de todos, ela saiu vencedora! Segue abaixo um bate-papo descontraído, na qual Marli Fabro relata um pouco sua experiência de vida conosco.


Marli, quando como vc descobriu a doença ? 

Em 2008, após ter ocorrências posteriores, durante 2 anos com dores que pareciam lombares na região do pescoço, porém, sem evidências na mama, apesar de todos os exames preventivos de mamografia e ressonância, estarem bem recentes na ocasião, nada apareceu nas imagens. 

O fato mais evidente, ocorreu em um dia que tive uma uma crise aguda de dor/fraqueza no braço direito, achei que se tratava de novas crises lombares, que tomava medicamentos de dor e tudo voltava ao normal, mas desta vez, fui tomar um banho e no autoexame habitual que fazia nas mamas, encontrei um caroço (tamanho aproximado de um limão médio, que apareceu ali, de um dia para outro), bem rígido. Fui consultar um médico no dia seguinte e, imediatamente me encaminharam para exames de imagem e em seguida biópsia. Dias depois,  o resultado de que tratava-se um tumor agressivo, de rápido crescimento e de alto grau nuclear, necrosado, o que significava dizer, grave.

O que você sentiu quando soube do câncer?

Um misto de insegurança e fé de que tudo seria superado e logo após, uma espécie de desespero, com muito choro, porque o meu medo maior era deixar meu filho tão pequeno, na época com 8 anos.

Qual foi o primeiro passo que você deu ?

Na sequência dos dias, fui tomada por uma postura mais racional, tomando decisões e buscando pelo tratamento, sem muitas esperas, pois o tempo era curto.

O meu médico na época chegou a comentar, que eu estava encarando a doença na terceira pessoa, como se não fosse comigo. É claro que isto foi um gatilho de auto defesa emocional inconsciente, afinal, nunca podemos saber como encaramos qualquer situação, ainda mais desta natureza, que mais nos parece uma sentença de morte quando chega.

Porém, tenho guardada em meu coração, a imutável, poderosa e  viva,  Palavra de Deus, que é o Evangelho de Jesus Cristo, e sei que a última palavra é de Deus! Sendo assim, nada devemos temer. A vontade Dele é soberana, seja para a vida ou para a morte.

Seguimos com o início do tratamento, no meu caso, com 8 ciclos de sessões de quimioterapia, depois cirurgia de retirada do tumor e tecidos e depois mais quimioterapia e radioterapia, tratamento médio total de pouco mais de 1 ano.

Fotos: Arquivo Pessoal de Marli Fabro

Qual foi o momento que mais marcou?

Nossa, escrevendo sobre minhas memórias deste período desafiador de minha vida, não posso deixar de dizer que um dos momentos mais marcantes para mim, foi quando de fato, foi decidido pelo médico que meu caso seria de mastectomia total da mama direita (retirada da mama).

Neste momento, fiquei calada na frente dele e quando ele puxou um formulário para marcarmos a tal cirurgia, eu fechei meus olhos e EM PENSAMENTO eu disse para Deus “Tem Misericórdia de Mim Senhor!”. Eu imediatamente senti, literalmente um frio na barriga. Abri meus olhos e o médico me disse, vamos fazer o seguinte, não vou fazer cirurgia agora, vamos primeiro fazer 3 sessões de quimioterapia e depois vemos o que fazer.

E assim foi feito. Após 20 dias da primeira sessão de quimioterapia, o tumor havia sumido ao toque externo. Os Médicos, estavam surpresos e eu certa de QUEM estava comigo naquela batalha. Resumindo, fiz sim a cirurgia, porém, quando acordei da cirurgia,  minha mama estava lá, foi retirado somente um quadrante.

Não é sobre tirar ou não a mama, porque as vezes tem mesmo que tirar e tudo bem. Isto é sobre saber que Deus estava ali, cuidando de tudo, ouvindo meu pedido de misericórdia, se fez presente, eu creio assim. E o amor e cuidados de toda a minha família e amigos, foi também muito marcante. Gratidão!!!!

@marlifabro

Deixe uma mensagem para as mulheres ?

MULHERES, não quero parecer pretensiosa, porque sei das muitas dores que esta doença traz consigo, aliás, ela já é para mim, um subproduto das dores da alma que carregamos ao longo de nossas vidas. O que podemos aprender com tudo isso? 

Eu aprendi que a vida tem um valor muito maior do que realmente entendemos que ela tem, sendo assim, eu espero que todas nós possamos e saibamos viver de forma mais intensa em amor, pois eu também estou aprendendo.

Não se preocupe tanto com o que está fora, regue sua alma com amor, bondade e muita fé, para seguirmos lutando, seja na doença ou em qualquer coisa na vida. Nos dias maus, levante seus olhos para cima, é do alto que virá o nosso socorro! Tenha fé! Esperança! Gratidão!

Cuide-se, a prevenção pode Salvar Vidas!


Você também pode ajudar nesta causa. Procure uma das entidades que promova eventos voltados ao câncer de mama. Além disso, as empresas podem adotar algumas ideias, entre elas:

1- Um dia em que as mulheres possam vestir-se de rosa;

2- Palestras motivacionais e casos ou relatos de pessoas que venceram;

3- Distribuição de materiais de conscientização;

4- Trabalhos voluntários;

5- Incentivar a prática de exercícios físicos, tais como a ginástica laboral;

6- Demonstrar como identificar e incentivar as mulheres a se tocarem, ou seja, o autoexame geralmente acontece em casa e isso ajudará muito buscar o tratamento precoce. 

Laura Arruda Online